Ministério Público constitui arguido porta-voz do VAMOS por alegada difamação de Venâncio Mondlane

O Ministério Público constituiu Miguel Luís, porta-voz do Movimento VAMOS, arguido por suspeita de difamação contra Venâncio Mondlane, presidente do partido ANAMOLA, na sequência de declarações públicas envolvendo a vida pessoal do político.

De acordo com um auto de constituição em arguido, datado de 22 de Outubro de 2026, o procedimento foi formalizado pela Procuradoria da República do Distrito Municipal de Kampfumo, ao abrigo dos artigos 65 e 66 do Código de Processo Penal. Miguel Luís, de 31 anos, é indiciado pela prática do crime de difamação, previsto no artigo 233 do Código Penal.

O caso teve origem numa declaração feita por um representante da Associação VAMOS durante o programa de debate Intolerância na Juventude nos Dias de Hoje, transmitido pela Tua Televisão (TTV), no dia 7 de Julho deste ano.
Na ocasião, o representante acusou publicamente Venâncio Mondlane de alegadamente ter engravidado uma integrante do seu partido. As declarações motivaram o desenvolvimento do processo que culminou na constituição do porta-voz do VAMOS como arguido.

A constituição de arguido significa que Miguel Luís passa a ser formalmente visado no processo, mas não representa uma condenação. Caberá às autoridades competentes apurar os factos e determinar se houve prática de crime.

O caso volta a colocar em debate os limites da liberdade de expressão, a responsabilidade pelas declarações públicas e as consequências legais de acusações que possam afectar a honra e a reputação de figuras públicas.

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