Caso da morte de Dom Osório chega a quase quatro meses com quatro detidos
Quase quatro meses depois do assassinato do Bispo de Quelimane, Dom Osório Citora Afonso, o caso continua sem esclarecimento público sobre os autores e as possíveis motivações do crime.
O Ministério Público da Zambézia confirmou recentemente que quatro pessoas encontram-se em prisão preventiva por suspeita de envolvimento no assassinato. A confirmação foi feita enquanto o processo permanece em fase de instrução.
Apesar das detenções, as autoridades ainda não divulgaram oficialmente a identidade dos quatro suspeitos nem esclareceram qual terá sido o papel de cada um no crime. O Ministério Público justifica o silêncio com a existência de segredo de justiça e destaca que os detidos beneficiam da presunção de inocência.
Dom Osório Citora Afonso foi morto a tiro na residência episcopal, em Quelimane, no dia 6 de Junho de 2026. Desde então, o caso tem despertado forte atenção pública e religiosa, com apelos ao esclarecimento completo das circunstâncias da morte.
Inicialmente, as autoridades haviam confirmado a detenção de três suspeitos, que tiveram a prisão preventiva legalizada pelo tribunal. Posteriormente, o número de detidos passou para quatro.
Até ao momento, contudo, não há uma comunicação pública detalhada da Justiça sobre quem ordenou ou executou o assassinato, quais foram as motivações e qual o grau de envolvimento de cada detido.
As investigações continuam, enquanto familiares, fiéis e a sociedade aguardam por respostas sobre um crime que permanece sem desfecho público.
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