Maputo regista apenas 7% de adesão ao planeamento familiar no primeiro semestre

Maputo regista apenas 7% de adesão ao planeamento familiar no primeiro semestre

Autoridades de saúde intensificam sensibilização enquanto maioria da população esperada ainda não procura métodos contraceptivos

Maputo registou apenas 7% de adesão ao planeamento familiar no primeiro semestre deste ano, segundo dados apresentados pelas autoridades de saúde.

Durante os primeiros seis meses do ano, apenas 18.685 pessoas da chamada população-chave procuraram os serviços de saúde para ter acesso a métodos contraceptivos.

Os números revelam uma diferença significativa entre a população esperada e aquela que efectivamente procurou os serviços de planeamento familiar. Na prática, significa que, para cada 100 pessoas esperadas, apenas cerca de sete aderiram aos serviços no período em referência.

Perante este cenário, as autoridades de saúde consideram que o desafio não está apenas na disponibilidade de contraceptivos, mas também na necessidade de aumentar a procura e sensibilizar a população sobre a importância do planeamento familiar.
A situação foi destacada durante as actividades alusivas ao Dia Mundial da Contracepção, onde foram realizadas palestras, campanhas de sensibilização e outras acções destinadas a incentivar a população a procurar os serviços de saúde.

As autoridades defendem que o planeamento familiar permite às pessoas tomar decisões informadas sobre o número de filhos e o intervalo entre as gravidezes, contribuindo também para a saúde materna e infantil.

A equipa de saúde pretende reforçar as campanhas de sensibilização até ao final do ano, procurando aproximar os serviços da população e esclarecer dúvidas que ainda possam impedir a adesão aos métodos contraceptivos.

Os dados do primeiro semestre deixam, assim, um desafio para os serviços de saúde da capital: transformar as campanhas de sensibilização em maior procura efectiva pelos serviços de planeamento familiar.

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